Rafael Lemos: Brasileiro, Atleticano e Petraglista

Sentimento é um negócio difícil de explicar. A gente nasce no Brasil e passa a amar cada pedra solta neste solo continental e ai daquele filho da puta que ouse falar mal do Brasil. A gente mata e morre por este chão e quem jurou amor à Bandeira não tem medo de nada!

A gente nasce nesta Curitiba aparentemente fria e com 6 anos de idade descobre que há um pedaço de terra na Água Verde chamado Baixada. Aí você vai lá um dia, há 32 anos, e se emociona, e se apaixona e passa a viver ali os melhores e piores momentos da sua existência. Aprende que ali se encontra o campo do Clube Atlético Paranaense e passa a amar cada pedra que exista sobre aquele solo sagrado. E ai do filho da puta que fale mal do Atlético e da Baixada! E você – depois de jurar amor à Bandeira e à Camisa – vive e morre pelo Atlético Paranaense, luta por ele, contra tudo, contra todos, contra a lógica, contra o sistema, contra o tempo…contra todo tipo de limitação, pois você acredita no sonho, num sonho muito maior do que os negativistas, oportunistas e politiqueiros podem supor ou sonhar. E nesse caminho você faz amigos, inimigos, desafetos, detratores,leitores, companheiros de jornada. Entra em site, funda site, fecha site, escreve em Blog, em redes sociais, bota o pé na lama, o capacete da Copa, a mão na massa e vai construir o Atlético Paranaense do futuro, eis que apenas palavras não são o suficiente.

Dentre tantos companheiros você topa com o Mario Celso Petraglia. O cara só existia na televisão, mas ele resolve que a Copa do Mundo de 2014 iria ser na Baixada, mas faltava terminar a Baixada, mas falta lutar contra o Estado, a Prefeitura, os “coirmãos”, a Imprensa, mas daí não dá nem tempo pra pensar e a gente tá lá fazendo – errando e acertando, como acontece com aqueles que FAZEM – mas a gente tá lá: POR AMOR AO ATLÉTICO PARANAENSE!

E é Arena da Baixada (feita e refeita), é CT do Caju, são inúmeros anos consecutivos na Primeira Divisão do Futebol brasileiro, é estrela prateada, é estrela dourada, é final da Libertadores, semifinal da Sul-Americana, final inédita da Copa do Brasil, é jogador na Seleção brasileira pentacampeã do Mundo, é maior artilheiro da história de uma edição de brasileirão, cinco títulos estaduais na última década, afirmação nacional do nome, aparição continental do nome, contas em dia e uma torcida crescente e apaixonada, pois o Atlético em números atuais já conta com 2,4 milhão de torcedores!

É tudo isso acontecendo, uma Arena de 600 milhões de reais pronta, para multieventos, é a expectativa de mais Receita – esta muito maior do que o investimento-empréstimo – e ainda assim há os que jogam contra! Não contra o Petraglia, mas contra esse crescimento todo! Tentam – com sua amargura e negativismo – pintar um cenário de caos financeiro e esportivo, como se fôssemos o Paraná Clube, e não o Clube Atlético Paranaense!
Tentam – com sentimentos revanchistas e subalternos – semear na cabeça do torcedor que o Atlético é um time sem rumo, mas se esquecem de que estamos vivendo, sim, os melhores anos de nossa História, pois consolidar o patrimônio é garantir o futuro, breve aliás!

Esquecem-se os negativistas que entre 1950 e 1980 o Atlético obteve apenas dois títulos paranaenses e padeceu de uma fome tão grande que quando a gente ganhou o campeonato de 1982 – apenas um estadual – parecia que a cidade nunca mais ia despir o manto vermelho e preto. Nas ruas, nas esquinas, nos bares, nas igrejas: tudo era Atlético. A euforia virou o ano e ganhou fôlego em 1983. Tudo era amor ao Atlético e por isso conquistamos o 4º lugar do Brasil e o bicampeonato estadual em cima do time verde, dentro do estádio verde, contra tudo, contra todos e inclusive contra o apito.

Choramos a perda do tri na noite triste de um já longínquo 1984 quando fomos superados pelo Pinheiros no estádio verde. Voltamos a triunfar em 1985 dentro da velha Baixada feita então de tijolos expostos onde o musgo aparecia farto entre as frestas, mas que ainda assim nos enchia de orgulho. Fomos vice do Pinheiros em 1987, campeonato marcado por manobras de bastidores que beneficiaram o time das piscinas e do baile do Havaí.
Demos o troco no time alviceleste em 1988, dentro do Pinheirão. Voltamos a ganhar o título em 1990, em cima do time verde, dentro do estádio verde, contra tudo e contra todos, no ano em que fomos Atlético de corpo e alma. Nunca houve tanto envolvimento emocional entre time e torcida como naquele ano de 1990 e só quem viveu sabe dizer que sentimento era aquele.

Depois, oito anos sem títulos – exceção feita à conquista da Série B de 1995 – período de aridez que nos fez ser mais e mais atleticanos. Nas dificuldades, sempre crescemos. No período de 1991 a 2000, tivemos fome de Atlético e fomos guerreiros em busca de conquistas e valorizávamos cada triunfo, saboreávamos cada vitória. E a barriga encheu demais. E barriga cheia é coração vazio. Veio a fartura!

A fartura infla o ego e esvazia a alma. A fartura levanta a cabeça e rebaixa os bons pensamentos. A fartura faz crescer a ganância e diminuir a gratidão; faz surgir os insatisfeitos ao aniquilar qualquer possibilidade de satisfação. É hora de a gente voltar a ter fome de Atlético como a gente tinha em 1982 e em 1990! É HORA DE UNIÃO E DE AMOR AO CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE. FORA O NEGATIVISMO, FORA AS HIENAS DO DESENHO ANIMADO QUE SÓ SABEM LAMENTAR E DIZER “Ó VIDA, Ó AZAR!”

Precisamos melhorar, concordo. Mas duvidar de nossa grandeza e apostar no fracasso – como alguns atleticanos estão fazendo – é desconhecer nossa História, é menosprezar nossa força, é chorar de barriga cheia. E isso não dá pra aceitar, nem dá pra entender E NÃO SE PODE PERMITIR!

EU ACREDITO NO ATLÉTICO GIGANTE (CAPgigante). E VOCÊ?

SRN

Autor: Rafael Lemos

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