Minha Alma Feminina Atleticana

Meu nome é Tânia, ou Camile, ou Camila.

Sou a Fran que veste a filha com a camisa do Furacão e ensina a beijar o escudo.

Sou a Fernanda que discute com o Robson em redes sociais sobre esquema tático, até deixá-lo ruborizado e impressionado com o meu conhecimento de futebol.

Sou a Atleticana até a morte!

Eu entendo o futebol, eu conheço as regras e sei escalar meu time tão bem ou melhor que você que é homem.

Essa é… Minha Alma Feminina Atleticana!

E minha alma feminina me levou hoje ao passado do futebol bruto e machista.

Antigamente não havia respeito pela minha presença nos estádios, eu era encarada como “uma qualquer”.

Meu traseiro era alvo seguido de palmadas indecentes e desrespeitosas, fora os cochichos maldosos.

Meus filhos não tinham condições de ir ao estádio comigo e ver a mãe deles tratada como objeto.

E os banheiros então! Unicamente masculinos! Fazíamos filas em qualquer estádio de Curitiba, nos constrangendo para que nenhum homem se aproveitasse de certos momentos e sempre tínhamos uma amiga na vigilância.

Banheiros sujos, sem estrutura para nós, mulheres.

Comida de péssima qualidade.

Arquibancadas frias, molhadas e desconfortáveis, sujeira para todos os lados.

Não podíamos nos expressar, era indevido, e nem em conta levavam nossa fragilidade de mulher Atleticana.

Mas minha paixão pelo Atlético sempre me ajudava a derrubar todos os obstáculos para ver meu amado time. Nunca importou o estádio, eu estava lá para sofrer novamente o que fosse necessário por essa paixão, mesmo sem ser notada!

Sou vaidosa quando vou ao jogo, me visto bem, fico escolhendo minha roupa por horas, embora a última veste seja a mais fácil de todas, a camisa do Atlético, e claro, tenho umas 20 camisas oficiais no armário, gosto de variar.

Minha maquiagem tem que estar perfeita, não pode haver falhas, sou supersticiosa e acho que até a cor do batom ajudará o time em campo.

Me arrumo para o Atlético como se me arrumasse para meu homem amado, quero que minha paixão me observe, me leve a loucura, me deixe nas nuvens e para isso espero só a colaboração de 1 ou 2 gols, se forem mais, melhor.

Sou Atleticana.

Sou uma Atleticana que compõe a maior torcida feminina do Brasil, a torcida feminina do Atlético Paranaense.

Sou emotiva, apaixonada, entendo sim do jogo em campo e muito melhor do que muitos “machos” por aí.

Em dia de jogo não tem “essa” não, “maridão” tem que me ajudar na cozinha e os filhos também, perder o horário de encontro com meu AMORCAP, é de doer o coração.

Sou guerreira, furiosa, louca de paixão, grito incessantemente, me descontrolo, me desespero no gol adversário, eu choro copiosamente e fico perguntando porque “ele” não estava “lá“ naquele momento para impedir o gol.

Mas me alegro, me apaixono de novo e tudo por um gol do Furacão.

Eu palpito também e quero vitória, quero títulos, mas sou consciente do que foi o passado e do que tenho no presente e quem me proporcionou tudo o que nós mulheres temos hoje.

Sou Petraglista, sou Petragliete, chame do que quiser, mas acima de tudo sou Atleticana de verdade e quero ver meu Atlético maior ainda.

Eu também voto, eu quero votar, pois trabalho, dou duro danado para pagar meu Smart e tenho o direito a palavra também. Quero dar a minha opinião!

O futebol não é mais um mundo apenas masculino, nós “roubamos” parte desse planeta chamado bola e hoje escrevemos nossa história nele. Nossos campeonatos chegam a ser mais disputados do que muitos torneios masculino.

E quer saber porque sou Petraglista?

Por que hoje tenho um estádio decente para frequentar.

A Arena é o estádio onde tenho exclusividades, um banheiro só para mim, um Smart só para mim, uma cadeira limpa e seca só para mim, uma comida limpa e gostosa como as que faço para minha família.

Não sou a leiteira que a oposição me chamou, muito menos a “vagaba” como fui tratada e outros adjetivos que não convém falar, mas aturo essas coisas por o amor, e o amor vem em primeiro lugar.

Meu Atlético me permite ter minha família ao lado, em um domingo a tarde, e um lugar limpo, sequinho, confortável e perfeito. Um lugar que chamo de casa. A Arena é minha casa.

Sou exigente, sou perfeccionista sim, percebo coisas que os homens não percebem, pois sou mulher.

E por perceber que sei que o melhor para o Atlético chama-se CapGigante.

No Atlético atual existe espaço sim para mim e para você minha amiga, venha juntar forças comigo, venha fazer parte dessa legião de torcedoras do CAP.

Venha dar seu grito de amor pelo Atlético.

Seja uma CapGigante também, pois aqui você manda, você já é parte dessa história do Furacão, você é parte da torcida feminina eleita a mais bela do Brasil.

Compareça a Rua Brasilio Itiberê, 3414 no Comitê Feminino do CapGigante e junte forças a quem entende sua paixão a quem entende você mulher torcedora.

Aqui temos nossa ala exclusivamente feminina!

Vamos ajudar nosso Atlético a ser ainda melhor para nós mesmas!

Venha fazer a diferença, sua presença é importante.

Não importa sua idade, sua cor, sua religião…

O que é importa é sua e a nossa paixão pelo Furacão!

Obs: O colunista esclarece que por amar tanto as mulheres torcedoras do nosso Furacão, também tem impregnado em si uma alma feminina e qualquer brincadeira com a masculinidade dele é pura perca de tempo.

Carrego cada uma delas em meu coração, em minha alma, como o Atlético também carrega, portanto tenho sim uma alma feminina também.

Um imenso beijo a todas as torcedoras do Atlético, as meninas, as garotas, as mamães, as senhoras, as casadas e as solteiras, que fizeram dessa…

A torcida feminina mais bela do Brasil…

Junte-se a nós você também, aqui você tem vez e voz!

Autor: Robson Izzy Rock

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